Domingo, Novembro 07, 2004
Vaticanices
Cristo, quer se acredite ou não na sua transcendência, deixou uma mensagem de bem.
O culto cristão ramificou-se segundo várias interpretações, sendo, actualmente, maioritária a facção católica, a qual se verga à irracionalidade do Vaticano.
Este lugar, apesar de ser a morada dos Papas desde o século V, só no século XX se tornou Estado independente como recompensa pelo reconhecimento do regime sanguinário de Mussolini, uma perfeita simbiose entre o Fascismo e o Catolicismo selada no Tratado de Latrão (1929).
Hoje em dia, o Vaticano é um Estado juridicamente soberano, tem representações diplomáticas em 179 países do mundo. Possui observadores permanentes no Concelho da Europa, na Organização dos Estados Americanos, na Organização de Segurança e Cooperação da Europa, nas Nações Unidas, na Agência Internacional de Energia Atómica e, em 1997, passou a integrar a Organização Mundial de Comércio.
A nível interno, o Papa concentra o poder legislativo, executivo e judicial, sem limitação temporal definida, situação que noutro Estado se chamaria ditadura.
Em tempos, perguntaram a Cristo que reino era o dele. Em tempos, a resposta foi: “o meu reino não é deste mundo”.
Por outro lado, a acção histórica da máxima autoridade católica é uma panóplia de hipocrisia e canalhice.
O Vaticano, desde sempre, se conluiou com a selvajaria e abençoou o sangue vertido em nome de Deus.
O Papa Urbano II aprovou as Cruzadas e a “guerra santa” contra os muçulmanos; o Papa Gregório IX criou a Santa Inquisição, tribunal religioso que cometeu as maiores atrocidades, desde processos torcionários de confissão, até às execuções capitais com requintes de sadismo; o Papa Alexandre VI, através da Bula Inter Caeteras, dividiu o mundo em duas áreas de colonização, ou, como lhe chamaram, “evangelização”: uma a cargo dos brutais portugueses, outra a cargo dos não menos brutais espanhóis , como denuncia Frei Bartolomeu de las Casas. «Deram-se alguns índios a cada cristão sob o pretexto que ele os instruiria nas coisas da fé católica. O cuidado que eles tiveram com esses índios foi enviar os homens para as minas para extrair ouro(...), e as mulheres para os campos(...)»), diz aquele escritor.
Já no século XX, a Igreja Católica Apostólica Romana condenou a indubitável barbaridade do comunismo, aconchegando-se, no entanto, cobardemente, no seio do fascismo.
Em 1933, o cardeal secretário de estado Pacelli delineou uma concordada que seria ratificada com o III Reich, estabelecendo, assim, laços diplomáticos entre a Santa Sé e o Nazismo.
Este cardeal viria a ser mais tarde o Papa Pio XII, o qual sempre foi eufémico e, silenciosamente, consentidor da acção de Hitler.
Outras questões geram polémica, como o eventual encaixe de ouro proveniente de Judeus expropriados pelos Nazis nos cofres do Vaticano, ou a ajuda a nazis em fuga, após a invasão aliada, através da “rota dos mosteiros”, ou a própria beatificação de José Maria Escrivá, o qual via Hitler como o salvador do cristianismo.
A Igreja esteve do lado de Salazar, de Franco e de Mussolini, sendo, particularmente, lucrativa a última sinergia, a qual rendeu milhões de dólares.
Judas entregou Cristo por trinta moedas de prata. A Santa Sé por mais algumas.
Não obstante alguma evolução recente, principalmente no papado do Papa João XXIII, o Vaticano mantem-se paralisado no tempo. Vive no seu cubículo ideológico, emana moralidade com reaccionarismo, com estupidez.
Alimenta-se mais do fundamentalismo bíblico do que de humanismo cristão; empenha-se na conservação do arcaico, seja, internamente, o machismo que veda a presença da mulher na hierarquia religiosa ou perpetua o celibatarismo, seja a exprobação da homossexualidade, da eutanásia, do uso de contraceptivos.
Ainda há dias saiu um novo “Catecismo Social da Igreja”. Mais uma encíclica que condena o uso de preservativo, mais um crime contra a humanidade.
Até quando?
O culto cristão ramificou-se segundo várias interpretações, sendo, actualmente, maioritária a facção católica, a qual se verga à irracionalidade do Vaticano.
Este lugar, apesar de ser a morada dos Papas desde o século V, só no século XX se tornou Estado independente como recompensa pelo reconhecimento do regime sanguinário de Mussolini, uma perfeita simbiose entre o Fascismo e o Catolicismo selada no Tratado de Latrão (1929).
Hoje em dia, o Vaticano é um Estado juridicamente soberano, tem representações diplomáticas em 179 países do mundo. Possui observadores permanentes no Concelho da Europa, na Organização dos Estados Americanos, na Organização de Segurança e Cooperação da Europa, nas Nações Unidas, na Agência Internacional de Energia Atómica e, em 1997, passou a integrar a Organização Mundial de Comércio.
A nível interno, o Papa concentra o poder legislativo, executivo e judicial, sem limitação temporal definida, situação que noutro Estado se chamaria ditadura.
Em tempos, perguntaram a Cristo que reino era o dele. Em tempos, a resposta foi: “o meu reino não é deste mundo”.
Por outro lado, a acção histórica da máxima autoridade católica é uma panóplia de hipocrisia e canalhice.
O Vaticano, desde sempre, se conluiou com a selvajaria e abençoou o sangue vertido em nome de Deus.
O Papa Urbano II aprovou as Cruzadas e a “guerra santa” contra os muçulmanos; o Papa Gregório IX criou a Santa Inquisição, tribunal religioso que cometeu as maiores atrocidades, desde processos torcionários de confissão, até às execuções capitais com requintes de sadismo; o Papa Alexandre VI, através da Bula Inter Caeteras, dividiu o mundo em duas áreas de colonização, ou, como lhe chamaram, “evangelização”: uma a cargo dos brutais portugueses, outra a cargo dos não menos brutais espanhóis , como denuncia Frei Bartolomeu de las Casas. «Deram-se alguns índios a cada cristão sob o pretexto que ele os instruiria nas coisas da fé católica. O cuidado que eles tiveram com esses índios foi enviar os homens para as minas para extrair ouro(...), e as mulheres para os campos(...)»), diz aquele escritor.
Já no século XX, a Igreja Católica Apostólica Romana condenou a indubitável barbaridade do comunismo, aconchegando-se, no entanto, cobardemente, no seio do fascismo.
Em 1933, o cardeal secretário de estado Pacelli delineou uma concordada que seria ratificada com o III Reich, estabelecendo, assim, laços diplomáticos entre a Santa Sé e o Nazismo.
Este cardeal viria a ser mais tarde o Papa Pio XII, o qual sempre foi eufémico e, silenciosamente, consentidor da acção de Hitler.
Outras questões geram polémica, como o eventual encaixe de ouro proveniente de Judeus expropriados pelos Nazis nos cofres do Vaticano, ou a ajuda a nazis em fuga, após a invasão aliada, através da “rota dos mosteiros”, ou a própria beatificação de José Maria Escrivá, o qual via Hitler como o salvador do cristianismo.
A Igreja esteve do lado de Salazar, de Franco e de Mussolini, sendo, particularmente, lucrativa a última sinergia, a qual rendeu milhões de dólares.
Judas entregou Cristo por trinta moedas de prata. A Santa Sé por mais algumas.
Não obstante alguma evolução recente, principalmente no papado do Papa João XXIII, o Vaticano mantem-se paralisado no tempo. Vive no seu cubículo ideológico, emana moralidade com reaccionarismo, com estupidez.
Alimenta-se mais do fundamentalismo bíblico do que de humanismo cristão; empenha-se na conservação do arcaico, seja, internamente, o machismo que veda a presença da mulher na hierarquia religiosa ou perpetua o celibatarismo, seja a exprobação da homossexualidade, da eutanásia, do uso de contraceptivos.
Ainda há dias saiu um novo “Catecismo Social da Igreja”. Mais uma encíclica que condena o uso de preservativo, mais um crime contra a humanidade.
Até quando?
Comments:
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Também me pergunto: até quando?
E tento debater o tema da proibição do uso de preservativo.
Aqui: http://rprecision.blogspot.com
E tento debater o tema da proibição do uso de preservativo.
Aqui: http://rprecision.blogspot.com
«Sempre achei estranho como há pessoas que confundem a sua crença em Deus com uma obediência cega a uma igreja, qualquer que ela seja.
E porque motivo pensam que estão a renegar Deus se admitirem, por um momento que seja, que essa igreja está a fazer tudo menos a HONRAR esse mesmo Deus.
Talvez a cumplicidade e o silêncio dessas pessoas perante as barbaridades e os crimes da igreja que todos os dias verificamos, seja a primeira e grande OFENSA a Deus!».
E porque motivo pensam que estão a renegar Deus se admitirem, por um momento que seja, que essa igreja está a fazer tudo menos a HONRAR esse mesmo Deus.
Talvez a cumplicidade e o silêncio dessas pessoas perante as barbaridades e os crimes da igreja que todos os dias verificamos, seja a primeira e grande OFENSA a Deus!».
Subscrevo totalmente. A religião cega o espírito crítico. Nem tudo o que emana do "aparelho" religioso é por si só imaculado, como podemos constatar pelos mais diversos exemplos históricos.
O sectarismo religioso é uma realidade intemporal e, nas sociedade de hoje, com efeitos cada vez mais nefastos.
O sectarismo religioso é uma realidade intemporal e, nas sociedade de hoje, com efeitos cada vez mais nefastos.
Acerbo:
criticas os Estado Unidos, criticas Fidel. Criticas o Vaticano, elogias Cristo. Tens um pensamento amorfo. O que é que és? Não és nada!
criticas os Estado Unidos, criticas Fidel. Criticas o Vaticano, elogias Cristo. Tens um pensamento amorfo. O que é que és? Não és nada!
Nunca me passou pela cabeça beliscar minimamente sequer a fé ou as crenças das pessoas.
Isso faz parte da sua intimidade, da sua privacidade, da sua liberdade, da sua personalidade.
Outra coisa bem diferente é a Igreja!
E aquilo que eu digo tem a ver precisamente com essa diferença.
E tem a ver com o que eu penso: que as pessoas nem sequer se apercebem como a prática clerical tem tão pouco a ver com actos de fé, de amor, de paz, de solidariedade, de respeito pela vida humana.
Por exemplo:
Como pode uma igreja - qualquer que ela seja - e que prega como valor absoluto a VIDA HUMANA - abençoar um exército antes de este ir combater???
Como podem as pessoas ser tão cegas?
Como podem as pessoas permitir que que as igrejas - quaisquer que elas sejam - ofendam tanto o seu Deus?
Não será essa cegueira também uma ofensa a Deus???
Isso faz parte da sua intimidade, da sua privacidade, da sua liberdade, da sua personalidade.
Outra coisa bem diferente é a Igreja!
E aquilo que eu digo tem a ver precisamente com essa diferença.
E tem a ver com o que eu penso: que as pessoas nem sequer se apercebem como a prática clerical tem tão pouco a ver com actos de fé, de amor, de paz, de solidariedade, de respeito pela vida humana.
Por exemplo:
Como pode uma igreja - qualquer que ela seja - e que prega como valor absoluto a VIDA HUMANA - abençoar um exército antes de este ir combater???
Como podem as pessoas ser tão cegas?
Como podem as pessoas permitir que que as igrejas - quaisquer que elas sejam - ofendam tanto o seu Deus?
Não será essa cegueira também uma ofensa a Deus???
As pessoas seguem o que querem. Mas depreendo que você confunde crente com cúpula.
Isso é injusto.
Deus criou-nos a todos...!
Isso é injusto.
Deus criou-nos a todos...!
Caro Anónimo:
De facto, nestas circuntâncias, é fácil criticar.
Destruir, não.
Mas NUNCA pus em causa o direito das pessoas a acreditarem em Deus e a seguirem a sua própria religião.
A liberdade individual é, para mim, um valor absoluto que não pode ser posto em causa.
Por isso, como poderia pôr em causa o direito das pessoas a determinarem a sua própria religião?
Como poderia pôr em causa o direito das pessoas a determinarem a sua própria vida, seja em função das suas opções religiosas, culturais, sociais ou outras?
O que eu ponho em causa é que essas mesmas pessoas, não sei porque raio, persistem em querer determinar MINHA PRÓPRIA VIDA!
Isso NUNCA!!!!
De facto, nestas circuntâncias, é fácil criticar.
Destruir, não.
Mas NUNCA pus em causa o direito das pessoas a acreditarem em Deus e a seguirem a sua própria religião.
A liberdade individual é, para mim, um valor absoluto que não pode ser posto em causa.
Por isso, como poderia pôr em causa o direito das pessoas a determinarem a sua própria religião?
Como poderia pôr em causa o direito das pessoas a determinarem a sua própria vida, seja em função das suas opções religiosas, culturais, sociais ou outras?
O que eu ponho em causa é que essas mesmas pessoas, não sei porque raio, persistem em querer determinar MINHA PRÓPRIA VIDA!
Isso NUNCA!!!!
E mais:
Porque raio haverá alguém que persiste em pôr em causa a minha liberdade de observar e CRITICAR os demais concidadãos deste planeta?
Sendo certo que, como acima disse, não está em casa a liberdade dessas pessoas, pergunto:
- Quem está acima de crítica?
Pelos vistos eu não estou.
Alguém estará?
Porque raio haverá alguém que persiste em pôr em causa a minha liberdade de observar e CRITICAR os demais concidadãos deste planeta?
Sendo certo que, como acima disse, não está em casa a liberdade dessas pessoas, pergunto:
- Quem está acima de crítica?
Pelos vistos eu não estou.
Alguém estará?
Acho que tem haver com o livre arbítrio. exemplo:
Se eu realmente estudar a Bíblia saberei que Ela é a única regra de fé e prática. Saberei qual é a vontade de Deus para o homem,que aceitar a Cristo significa mudança de vida, de atitudes, etc.
Então dia desses estudando a Bíblia, tive a impressão de que o Carnaval é uma festa com influência Satânica, patrocinada também pelo tráfico, aumento da imoralidade,violência,acidentes,
etc. Então como eu gosto muito de carnaval. Parei de estudar a Bíblia. Porque no carnaval eu posso até me fantasiar de satanás e sair brincando na festa de satanás. E, na quata feira de cinzas, eu vou a igreja me confesso e fica tudo bem,espero o próximo carnaval e escolho outra fantasia. Mas se repentinamente Jesus voltar enquanto eu estiver pulando, eu espero que ele não seja tão radical comigo, por que lá na paróquia onde eu me confesso o padre até pergunta se eu me diverti muito. Em fim tem sido mais fácil eu ser amigo do padre, do que ser amigo de Jesus. Embora Jesus tenha sido crucificado por mim.
Se eu realmente estudar a Bíblia saberei que Ela é a única regra de fé e prática. Saberei qual é a vontade de Deus para o homem,que aceitar a Cristo significa mudança de vida, de atitudes, etc.
Então dia desses estudando a Bíblia, tive a impressão de que o Carnaval é uma festa com influência Satânica, patrocinada também pelo tráfico, aumento da imoralidade,violência,acidentes,
etc. Então como eu gosto muito de carnaval. Parei de estudar a Bíblia. Porque no carnaval eu posso até me fantasiar de satanás e sair brincando na festa de satanás. E, na quata feira de cinzas, eu vou a igreja me confesso e fica tudo bem,espero o próximo carnaval e escolho outra fantasia. Mas se repentinamente Jesus voltar enquanto eu estiver pulando, eu espero que ele não seja tão radical comigo, por que lá na paróquia onde eu me confesso o padre até pergunta se eu me diverti muito. Em fim tem sido mais fácil eu ser amigo do padre, do que ser amigo de Jesus. Embora Jesus tenha sido crucificado por mim.
Sabe ainda criança me vi vivendo nas ruas. Descobri que meu pai era um assassino, que matou dezenas de pessoas, causando infelicidade e dor em muitas famílias. Mas me sentia tão só, que ainda assim não desfiz o vínculo que há entre nós em meu coração. Depois descobri que os amigos que me acolheram nas ruas também já mataram algumas vezes. Também não desfiz o vínculo com eles; pois ficaria ainda mais só.
Mas isso tudo entristeceu-me,e então numa tarde qualquer pensando em tudo isso, entrei em uma igreja, conversei um pouco com o padre sobre minha vida, e resolvi me dedicar a igreja, voltando outras vezes. Querendo esquecer esses fatos que me entristecem.
Por fim estudando um pouco sobre um período chamado de Inquisição, descobri que minha própria igreja também já matou. E matou mais do que meu pai, e muito mais do que meu amigos.
Em fim, também resolvi não cortar o vínculo com minha igreja. Que eu saiba, as milhares de pessoas mortas talvez não tenham nenhuma ligação comigo, com minha linhagem ou árvore genealógica. E também eu me sentiria só novamente. Também isso me serve de consolo, pois estou agora na condicional e já nem me sinto tão culpado assim por ter matado.
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Mas isso tudo entristeceu-me,e então numa tarde qualquer pensando em tudo isso, entrei em uma igreja, conversei um pouco com o padre sobre minha vida, e resolvi me dedicar a igreja, voltando outras vezes. Querendo esquecer esses fatos que me entristecem.
Por fim estudando um pouco sobre um período chamado de Inquisição, descobri que minha própria igreja também já matou. E matou mais do que meu pai, e muito mais do que meu amigos.
Em fim, também resolvi não cortar o vínculo com minha igreja. Que eu saiba, as milhares de pessoas mortas talvez não tenham nenhuma ligação comigo, com minha linhagem ou árvore genealógica. E também eu me sentiria só novamente. Também isso me serve de consolo, pois estou agora na condicional e já nem me sinto tão culpado assim por ter matado.
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