Sexta-feira, Agosto 13, 2004
O Triunfo de Fidel e dos Porcos
«Creíamos en los derechos de los pueblos, entre ellos el derecho (...) a rebelarse contra la tiranía.»
Fidel Castro, discurso proferido a 3 de Janeiro de 2004 no teatro "Carlos Marx” por ocasião do 45º aniversário da Revolução Cubana
No primeiro de Janeiro de 1959, Fidel Castro entrava em Havana triunfante.
Era a vitória do idealismo face à corrupção, tirania e totalitarismo da governação de Fulgêncio Batista, muito sustentada pela subserviência aos Estados Unidos.
Esse “idealismo”, no entanto, degenera.
A submissão aos Estados Unidos é, depois, a submissão à União Soviética e seus obscuros interesses económicos e geo-estratégicos.
As antigas tirania e repressão são renovadas: uma sórdida polícia política é instaurada, assim como a censura; obliteram-se direitos como as liberdades de expressão, de impressa e de associação e ilegalizaram-se todos os partidos, excepto o comunista; os dissidentes são altamente reprimidos podendo ser detidos ou enviados para campos de trabalhos forçados; no viciado sistema judicial cubano acumulam-se práticas de tortura como meio de extorsão, o aprisionamento arbitrário e as execuções extrajudiciais.
A Revolução Cubana “comemorou” este ano o quadragésimo quinto aniversário. Nesta sua “longa” existência, Fidel quer, pode e manda, sem para isso estar, verdadeiramente, lidimado. Tal como Fulgêncio Batista.
O poder não é um eterno honorário do povo ao Fidel revolucionário. O poder não é propriedade do partido comunista. É, sim, do governo que o povo cubano legitimar em plebiscito verdadeiramente livre e democrático.
Fidel, o déspota recordista em anos no activo, teve grandes oportunidades para democratizar Cuba. Seria, certamente, lembrado de outra forma: como um redentor e não como um ditador.
Se totalitária era, totalitária ficou.
Cuba continua a ser o país iníquo que era.
Comments:
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[Reformulação do post que escrevi e apaguei]
Obrigado.
De forma nenhuma posso aprovar regimes ditatoriais, sejam eles de esquerda ou de direita.
Não obstante de ter afinidade política com o ideal de esquerda, não me revejo, obviamente, em nenhuma dessas abjectas aplicações.
Trata-se de uma questão de coerência com aquilo que se acredita e defende.
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Obrigado.
De forma nenhuma posso aprovar regimes ditatoriais, sejam eles de esquerda ou de direita.
Não obstante de ter afinidade política com o ideal de esquerda, não me revejo, obviamente, em nenhuma dessas abjectas aplicações.
Trata-se de uma questão de coerência com aquilo que se acredita e defende.
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